quinta-feira, janeiro 04, 2007
Uma verdade inconveniente

Vi no mês de Dezembro o filme “An inconvenient truth” do Al Gore, o candidato derrotado por Bush na sua 1ª eleição das presidenciais norte americanas. Uma abordagem assustadora do que o Homem está a fazer à Terra. O aquecimento global está aí e ainda há governantes estúpidos que duvidam ou pensam que o crescimento das economias não pode respeitar o ambiente. O desenvolvimento sustentável é uma expressão que soa muito bem, mas que os governantes mundiais ignoram por completo. Isto está muito mau…
No final do ano, segundo os cientistas e as imagens de satélite da NASA, deu-se o desprendimento de mais uma gigantesca plataforma de gelo no Árctico. Já no início de 2007, um estudo em Inglaterra, prevê que este seja o ano mais quente de sempre. Não acham isto preocupante? Vejam o filme se faz favor.
Retirei o seguinte artigo da SIC online (sic.sapo.pt):
O ano de 2006 foi aquele em que as alterações climáticas se tornaram assunto de conversa do cidadão comum no chamado mundo desenvolvido. Para isso, contribuiu o filme "Uma Verdade Inconveniente" do ex-Presidente norte-americano Al Gore, mas também o polémico relatório Stern e o crescente interesse dos meios de comunicação social pelas mudanças globais em curso, de que o aquecimento é apenas uma das faces.
Carla Castelo
Jornalista
Com o ano a acabar, chegaram mais notícias de um planeta em mudança: o
desprendimento de uma plataforma de gelo com 106 quilómetros quadrados no Árctico canadiano; a crescente dificuldade de sobrevivência dos ursos polares no Alasca (nos últimos dias, o próprio governo dos Estados Unidos, que não ratificou o Protocolo de Quioto, propôs a classificação dos ursos polares como espécie ameaçada, imagine-se, pelo aquecimento do clima).
No início de 2007, será divulgado o novo relatório do IPCC, o Painel
Intergovernamental das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, que reúne mais de 2500 cientistas de todo o mundo. O diário espanhol El Pais antecipou algumas das conclusões do documento que agrava a responsabilidade humana nas alterações climáticas, em relação ao último relatório. Se o aquecimento global é já uma realidade comprovada, a causa mais provável, segundo os cientistas, é mesmo a emissão para a atmosfera de gases com efeito de estufa resultantes da utilização massiva de combustíveis fósseis.
Com um modelo de desenvolvimento insustentável, estamos a aquecer demasiado a nossa casa global, com tudo o que isso poderá implicar em termos de circulação atmosférica e correntes marítimas.
Será que estes são dados suficientes para fazer acordar quem ainda pensa que o Planeta tem uma capacidade de regeneração ilimitada, que os recursos naturais são inesgotáveis, e que o actual modelo económico
carbono-dependente poderá continuar por muitos e longos anos?